Vimos, no informativo anterior, exercícios sobre o uso do pronome pessoal de primeira pessoa do singular: eu/mim.
Quando, afinal, se usa mim?
Quando não houver verbo no infinitivo, imediatamente após o pronome, deverá ser usado mim. Veja:
Falaram sobre mim.
Ninguém estava contra mim.
Para mim, tudo é festa.
Após mim, ninguém se manifestou.
Chegue-se a mim. Pense em mim.
Entre mim e você há muita afinidade.
Entre você e mim há muitas barreiras.
E quando houver verbo no infinitivo?
Aí, há duas possibilidades:
1- o pronome é sujeito; usa-se, então, o pronome eu.
2- o pronome não é sujeito; aí, será usado o pronome mim.
Assim:
Para eu estudar, é necessário silêncio.
Sobre eu estar conversando, ninguém comentou a respeito.
Após eu ter resolvido o problema, fui ao cinema.
Você é contra eu fazer a festa?
Em todos esses casos, eu é sujeito.
Nos casos seguintes, você vai verificar que o pronome em questão não é sujeito.
Para mim resolver esse problema é fácil.
Pode ser que para mim estudar seja complicado.
Quero que você saiba que para mim estar a seu lado é um privilégio.
Há gramáticos que defendem o uso da vírgula, após mim, nesses casos.
Observe que podemos deslocar para mim:
Resolver esse problema é fácil para mim.
Pode ser que estudar seja complicado para mim.
Quero que você saiba que estar a seu lado é um privilégio para mim.




